Primeiras chuvas

Acordar com o barulho da chuva a cair. Ficar enroscada no quentinho a ouvir o vento lá fora. Levantar-me e sentir o cheiro molhado do campo. Ver a azáfama da passarada chilreante e os Bzzzzzzz de quem quer aproveitar os últimos polens para a despensa de inverno... E depois descobrir coisas novas por aqui...


Bagas...


Flor de Nespereira...


Bzzzzzzz...


Limãozinho...

Outono bom!

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Manteiga condimentada de abóbora

Chegou a vez das abóboras. Queria fazer algo pouco convencional e para isso recorri mais uma vez ao meu livro preferido no que diz respeito a compotas e afins... Esta é sem dúvida uma sugestão diferente à qual não resisti... O autor escreve: "Esta manteiga flamejante sabe a Outono", e eu subscrevo.


A mistura de especiarias moídas deixa um cheiro fenomenal pela cozinha.





2 kg de abóbora descascada e sem pevides
600 g de açúcar mascavado
1 pau de canela
1/2 noz moscada
6 cravinhos
raspa e sumo de 2 limões

Põe-se a abóbora cortada em pedaços num tacho com um pouco de água e coze-se durante 10 minutos. Escorre-se bem e tritura-se até ficar em puré macio. Moem-se as especiarias num almofariz e juntam-se ao puré. Incorpora-se o sumo e a raspa dos limões e mexe-se muito bem. Vai a lume brando e deixa-se ferver durante 60 a 90 minutos até ficar muito espessa, mexendo com frequência. A mistura precisa de uma longa cozedura para condensar e formar a manteiga. Está pronta quando o puré começar a pegar no fundo do tacho por mais que o mexa. Deite-a em frascos esterilizados quentes e vede.

Vou fazer novamente... É que a abóbora cozida reduziu tanto que só rendeu 3 frasquinhos. Deliciosa como ficou, não vai durar muito... ;)

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Marmelada

Com uma quantidade suficiente de marmelos, foi a vez de me aventurar na confecção de marmelada, também conhecida como queijo de marmelo.







1 kg de marmelos
750 g de açúcar
sumo de 2 limões

Descascar e cortar os marmelos. Levar ao lume na panela de pressão, cobertos de água, durante 20 min. Passar os marmelos cozidos e escorridos com a varinha mágica ou com o passevite. Colocar o puré num tacho alto, juntar o açúcar e o sumo de limão. Deixar cozinhar em lume brando durante uns 20 min, mexendo com frequência. Aumentar o lume para médio e deixar cozinhas até o puré ficar muito espesso e mais escuro. Convém ir mexendo constantemente porque pode pegar-se ao fundo do tacho com muita facilidade. Deitar a marmelada em tigelas e acamar com folha de papel vegetal. Deixar ao ar, de preferência seco para ganhar consistência de queijo.

É óbvio que por aqui ninguém teve paciência para esperar que a marmelada solidificasse o suficiente para se cortar em fatias... Ficou com um sabor intenso a marmelo. Boa. Muito boa.

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Massa Filo enrolada com recheio "três sabores"

Era suposto ser "massa filo enrolada com recheio de maçã", mas a quantidade de maçã não foi suficiente para encher a tarteira. Vai daí tive de me desenrascar... recheei os restantes rolos com doce de cenoura e compota de uvas. Gostei de ver as cores quando cortei uma fatia. Gostei da mistura de sabores.





Comecei por fazer o recheio com 5 maçãs, que pelei e cortei aos bocadinhos. Coloquei-as num tacho com muito pouca água, raspa de limão, canela e 2 colheres de sopa de açúcar. Deixei ferver 10 a 15 minutos. Depois retirei do lume e deixei arrefecer.
À parte, untei uma tarteira com margarina. Com um pincel untei também, uma a uma, as folhas de massa filo com margarina derretida e recheei-as com a maçã cozida, e , quando esta acabou recheei com doce de cenoura e as duas últimas folhas de massa com doce de uvas. Enrolei com cuidado, para não rebentar, cada base de massa e fui preenchendo a forma de tarde a partir da periferia. Levei ao forno a 200º C durante 10 minutos com uma folha de alumínio por cima. Depois retirei a folha de alumínio e deixei a massa alourar durante 10 a 15 minutos. À saída do forno polvilhei com açúcar e canela.

É óbvio que aquela quantidade de maçãs não foi suficiente. Numa próxima oportunidade vou duplicar a quantidade de maçãs, ou talvez, quem sabe, rechear com compotas diferentes... ;)

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Doce e Compota de Melancia

Uma melancia gigante já madura demais foi direitinha para a panela, ou melhor, panelas. Aproveita-se o miolo e a parte branca, só se deita fora a casca. Em vez de um tipo de doce temos dois tipos com sabores completamente diferentes, cada um melhor que o outro.









Lava-se a melancia, parte-se, descasca-se, retiram-se as sementes, separa-se o miolo da parte branca, coloca-se o miolo num recipiente e a parte branca em outro recipiente.

Para o doce:
Cobre-se as partes brancas com água onde se dissolveu uma pitada de sal e deixa-se repousar umas horas (eu deixei durante a noite). Escorre-se, passa-se por água limpa, escorre-se novamente, corta-se em pedaços pequenos, pesa-se e coloca-se num tacho com igual peso de açúcar (a minha rendeu 1 kg). Para este kg, adicionei sumo de 1 limão, 1 pau de canela, 4 cravinhos e 1/2 litro de água. Foi ao lume a ferver. Está pronto quando a fruta fica translúcida e brilhante (este doce não fica muito sólido). Retiram-se os cravinhos e o pau de canela e verte-se em frascos escaldados.

Para a compota:
Com 4 kg de miolo de melancia, pesei 2,5 kg de açúcar. Corta-se o miolo em pedaços, adiciona-se o açúcar e deixa-se a maçerar umas horas ( também deixei de um dia para o outro). Coloca-se numa panela alta, junta-se dois limões grandes cortados em quartos com casca. Deixa-se ferver lentamente até ficar espesso. Retiram-se os quartos de limão, e coloca-se em frascos escaldados.

Ambos deliciosos... :D

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Afinal em que estação do ano estamos???

Acho que as estações do ano andam todas baralhadas.... misturadas... Faz calor como se fosse Verão... Chove como se fosse Inverno... As árvores de folha caduca estão com as cores quentes do Outono... Aparecem novas flores pelo jardim como se fosse Primavera...











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Frutos de Outono


Laranja


Uva morangueira




Azeitona




Figo

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Histórinha

O desaparecimento de uma embalagem de chourição dos sacos das compras durante o fim de semana foi o mote para a Ema escrever uma história. Pegou no caderninho, pensou, escreveu, depois passou para o Word e enviou por mail para todos os protagonistas...





O desaparecimento do Chourição

Um dia eu e o meu pai chegamos ás bicas, á casa nas bicas.

Vínhamos das compras.

O meu pai descarregou o carro três vezes e eu duas.

Á segunda trazia um saco roto, mas demos por isso logo quando cheguei.

No meio do caminho caiu o chourição.

O gato do meu tio era amigo de uma raposa.

O gato Boo, que é o nome dele, foi ter com a raposa Luísa:

-Olha lá Boo tu podias-me orientar comida de casa do teu dono.

-Vou tentar Luísa.

E ficaram á conversa mais um pouco.

O Boo a passear deu conta de comida, era chourição.Ele pensou que era bom para a Luísa.

-Luísa está aqui comida!

-Comida, comida!

-Boo abres isso com as tuas unhas se faz favor?

- Está bem.

E lá abriu.

Em casa almoçava o Nuno, a Sílvia, o Paulo, a Ana, o Zé e eu.

De repente o Zé foi ao frigorífico buscar chourição.

-E o chourição onde está?

E todos á procura do chourição.

-Não encontro, não encontro, não encontro!

Diziam todos.

O Boo, ao ouvir aquilo tentou explicar, mas ninguém o ouvia nem entendia.

A Sílvia encontrou uma raposa perto das galinhas.

A raposa estava a comer chourição, era a Luísa mas só o Boo sabia.

Fomos todos atrás dela tentar tirar o chourição, parecíamos malucos.

-Esqueçam não vale a pena. Disse o Nuno.

Foram para casa falar e descansar da correria.

Pois é, não é preciso muito para pensar numa história, basta ter muita imaginação. :D

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Cinza, cinzento

O Boo queria fazer uma sestinha no churrasco. Tentou encaixar-se. Fez várias tentativas. Como não conseguiu uma posição confortável, desistiu. Conseguiu, isso sim, a proeza de ficar todo sujo. Acabou por ir dormir a sesta para cima da cama deixando um rasto de cinza por todo o lado... Ai ai...





O meu avô tinha gatos. Mas só um tinha ordem de ficar na cozinha, nada mais. Chamava-se Joana. Era uma gatinha branca com umas, poucas, manchas pretas. Eu era pequenita. Lembro-me de brincar com ela. Assisti pela primeira vez ao nascimento de uma ninhada de gatinhos o que me deixou sem palavras. Via o meu avô dar-lhe bocadinhos de comida enquanto comia, com a minha avó a refilar (ela não gostava de gatos) que os gatos é para estarem na rua e caçarem ratos. Lembro-me de a ver a dormir na cinza ainda quente da lareira e acordar completamente cinzenta... Lembrei-me disto quando vi o Boo tentar dormir na cinza... bem... o Boo é cinzento de origem e sujo de cinza... fica branco... :D

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Líquenes

Os líquenes são seres vivos formados por um fungo e uma alga. Vivem em simbiose tirando partido um do outro. O fungo ofereçe protecção e a alga o alimento a partir da fotossíntese. A forma do líquen é criado pela espécie de fungo que o constitui. Desenvolvem-se em zonas húmidas e com sol. Estes estão muito bem instalados nas amendoeiras.







São considerados parasitas, mas o fungo e a alga são incapazes de sobreviver sózinhos e não tiram partido do local onde crescem. O que acontece é que, o seu metabolismo liberta substâncias corrosivas tipo ácidos orgânicos acabando por prejudicar "o local que escolheram para morar". Formam um crochet elaborado. Autêntica obra de arte. Lindo.

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