Cor, tanta cor...

Com o calorzinho e o sol que tem estado nos últimos dias, tudo ficou florido. Apontamentos de cor que nos deixam com um sorriso nos lábios e nos fazem respirar fundo para melhor sentir o aroma...











Invariavelmente, o respirar mais fundo faz-me desatar a espirrar, mas isso é um pequeno pormenor negativo perante os muitos pormenores coloridos... Atchimmmm.

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Beloura

Bem pertinho da Serra de Sintra, fica a Beloura. Caminhando um pouco pelas redondezas, encontram-se recantos como estes, que fazem com que se imagine estarmos num outro lugar qualquer, longe das moradias de luxo e dos office parks.











Bonito, sim senhor...

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Bolo de Abóbora & Tangerina

A última abóbora trazida do Alentejo foi aberta. Foi sopa. Foi acompanhamento. Foi bolo. :D
A massa rendeu bastante, e eu pensei que seria melhor dividir por duas formas. Mal pensado. Não cresceu muito e como resultado, duma forma resultou uma espécie de rosca gigante, da outra forma resultou um bolo de aspecto normal... de sabor suave.



Quando trinquei a primeira fatia, fiquei com a sensação que faltava qualquer coisa, qualquer sabor de contraste. Chocolate. Eu sei, sou gulosa, mas resultou às mil maravilhas.





800 g de abóbora
4 tangerinas
150 g de açúcar mascavado
80 g de amêndoa moída
100 g de manteiga
120 g de farinha
3 ovos
1 colher de chá de fermento em pó

Cortei a abóbora em pedaços pequenos para um tacho e juntei a manteiga, a raspa e o sumo das tangerinas. Levei o tacho ao lume até a abóbora ficar cozida, reduzi a puré e deixei arrefecer.
Bati as gemas com o açúcar, juntei a farinha, o fermento, a amêndoa moída, e o puré da abóbora. Misturei muito bem e adicionei as claras batidas em castelo.
Barrar com manteiga um forma, deitar dentro o preparado e levar ao forno a 200 graus, para cozer durante 1 hora (verificar com um palito).
Desenformei. Decorei com aquele chocolate vindo da Holanda.
Comi. Comi. Comi. Nhamm

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Palácio dos Anjos

O Palácio dos Anjos em Algés é um espaço muito agradável. O seu restauro, aliando o antigo e o moderno, está em termos arquitectónicos muito bem conseguido. Espaço de arte, que convida a um passeio por entre os canteiros de aromáticas, a tomar um café na esplanada, a ler o jornal num dos muitos recantos, a ver as exposições no Centro de Arte Manuel de Brito...













Foi o que fiz assim que o Sol se lembrou de apareçer...

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Arroz doce delícia

Esta é uma das minhas sobremesas favoritas. Fácil de preparar, simples, docinha, saborosa, com aquele toque a canela. Costumava fazer o arroz doce com açúcar amarelo, mas encontrei esta variante numa teleculinária velhinha. Fiquei rendida... é uma delícia.





Vou partilhar o segredo ;)

1/2 chávena almoçadeira de arroz carolino
2 chávenas almoçadeiras de água
1 pau de canela
4 tiras de casca de limão
1 lata de leite consensado

Juntar o arroz à água quando esta começar a ferver e adicionar o pau de canela e as cascas de limão. Deixar cozer muito bem. Remover o pau de canela e as cascas de limão. Misturar o leite condensado, misturar bem e levar a ferver durante mais 2 ou 3 minutos. Colocar em pratos ou taças e polvilhar a gosto com canela em pó.

Fica bem cremoso e o leite consensado dá-lhe um sabor bem diferente do que estamos habituados. Uma coisa é certa: é uma delícia!

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Ruinas

Como o sol decidiu dar o ar de sua graça, a vontade foi ir para a rua, deambular pela cidade. Fomos para os lados da Sé, do miradouro de Santa Luzia, do Castelo, e ao descer, na Rua de S. Mamede, deparamo-nos com umas ruinas. As ruinas dum teatro romano feitas museu.

















Precisa de cuidados urgentes, diz-se que está em obras... não pareçe. Mas é sem dúvida uma boa surpresa e um espaço a visitar. O miradouro do museu tem uma vista fabulosa sobre o casario e o Tejo. E entretanto, o sol escondeu-se e a chuva chegou... novamente.

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Arraiolos

Aprendi a fazer arraiolos ainda pequenina. A minha mãe andava ás voltas com um tapete e eu ia tentando a muito custo fazer uma almofada. :D



Estas lãs foram compradas na "Brancal" na Covilhã. A loja ficava num primeiro andar com acesso por umas escadas em madeira muito inclinadas. Balcão, prateleiras, expositores, tudo em madeira, tudo sóbrio. As lãs, em contraste, eram de mil cores, de mil tipos.





Queria um tapete em arraiolos, mas não um com os padrões tradicionais nem com franjas. Queria algo mais simples. Acabei por fazer o padrão num quadriculado, inspirada num raminho de hera que estava na varanda. Demorou uma eternidade a ficar pronto e este é o resultado. Gosto.

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Aconchego

O Sol está em "hibernação". Volta e meia espreita mas corre logo a esconder-se. Até quando não sei. Sei que estou cansada dos dias cinzentos. Cinzentos e frios e húmidos.





À noite, há a luz quente do candeeiro, o calor do aquecedor, o aconchego da mantinha no sofá. Confortável e quentinha, antevejo mais um dia cinzento mas espero que o Sol, de repente, se canse de hibernar.

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Máscaras

Época de carnaval, época de máscaras, época com a qual não sinto grandes afinidades, época em que se pudesse ia a Trás-os-Montes ver o Entrudo, os Caretos, esses sim fazem parte das nossas tradições e da nossa cultura.
Na RTP2, no passado domingo, no programa Câmara Clara, o tema foi "Máscara - da tradição à invenção", vale a pena ver e conhecer a evolução, a razão de ser das máscaras e do seu culto até aos nossos dias.







As máscaras das fotos, obviamente, não são tradicionais portuguesas, são máscaras trazidas de viagens feitas. A primeira veio da Jamaica, tem um ar extremamente delicado e gracioso. A segunda veio da Índia, representa o Deus Indiano Ganesh com toda a carga espiritual que lhe está associada. São, para já, as únicas cá de casa. A parede onde estão penduradas aguarda por mais... :)

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Cidade

Estou de volta à cidade. O campo ficou para trás juntamente com o silêncio só interrompido pelo chilrear de milhentos pássaros, com o cheiro a pinheiros, com tudo o que se aprendeu e se fez durante quase um ano. A experiência foi maravilhosa e quero que se repita... um dia destes... assim que haja oportunidade. :D



Agora o ritmo é acelerado e o tempo escasseia para conseguir fazer as coisas que tenho em mente... Agora não é o ir fazendo porque tenho todo o tempo do mundo, é o ir fazendo porque não há tempo para tudo. Mas enfim... a cidade também tem os seus encantos, a sua luz, os seus pássaros.

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