Arrozais

Na zona do Estuário do Sado faz-se o cultivo do arroz. Acompanhei o processo de cultivo desde o alagar dos campos, à sementeira, ao crescimento... Posso dizer que são os campos cultivados mais bonitos que já vi. Extensões a perder de vista de um verde intenso que contrasta com os verdes em redor.
Sendo zonas húmidas artificiais, os arrozais são um sistema muito interessante para conservação da natureza. São um biótopo que aumenta a diversidade de habitat para aves, répteis, anfíbios e mesmo mamíferos que os percorrem à procura de alimento.









De entre os animais que se vislumbram por aqui, quem chama imediatamente à atenção são as cegonhas. Pelo seu porte majestoso, pelo voo planado e gracioso, pelos sons que produzem ao baterem o bico (gloterar). As cegonhas não têm faringe portanto não emitem sons vocais. Era suposto migrarem para outras paragens, mas decidiram ficar por cá a tempo inteiro.

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Cais Palafítico

Na Carrasqueira, perto da Comporta, em pleno Estuário do Rio Sado, existe um emaranhado de estruturas, o Cais Palafítico, que surgiu por volta dos anos 50 e foi crescendo desde essa altura até aos dias de hoje. Possibilita aos pescadores da zona passarem sob as extensas áreas de lodo permitindo o acesso às embarcações e a própria faina durante a baixa-mar. Cada passadiço esconde pelo menos dois pequenos embarcadouros individuais, povoados de barcos de cores garridas e nomes sugestivos.











Os pescadores eram poucos naquela época. As populações locais foram abraçando cada vez mais a pesca como complemento à agricultura. Chegando à conclusão que afinal a pesca era mais lucrativa, inverteram-se os papéis. No entanto a agricultura não foi posta de parte. O muro de maré continua a proteger os campos agrícolas do avanço das águas. Aqui, a pesca não é só trabalho de homens, as mulheres não ficam em terra a ver os barcos partir. Eles trabalham juntos. Ombro a ombro.
Estas fotos foram tiradas pela Joana G. durante a maré baixa. Quando visitei o local, estava tanto vento e tanto frio que nem conseguia tirar as mãos dos bolsos nem pensar em tirar fotos. A maré estava cheia e as águas revoltas dando uma sensação de enjoo. ;)
A visão do cais deixa-nos estarrecidos... parece que estamos a recuar no tempo.... parece irreal, mas existe e deslumbra.

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Colmo

No litoral alentejano, zona de arrozais onde o calor é intenso durante o Verão, as casinhas tradicionais eram em colmo com tectos em caninha, frescas e arejadas. Surgiram as telhas e as horríveis chapas de zinco que são mais fáceis de aplicar e requerem menos manuteção… O crescente interesse pela arquitectura popular mais tradicional fez com que cada vez mais construções sofram obras de reconstrução aproximadas ao modelo original. Até mesmo a habitação para turismo está a apostar na construção das casas de colmo.









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Princesa do Alentejo

Situada na foz do rio Mira, em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Vila Nova de Milfontes é uma vila pesqueira com uma forte ligação ao mar o que lhe confere uma beleza natural inigualável. Pelo estuário do Mira andaram celtas, fenícios, gregos, cartagineses e, claro, romanos e árabes. Agora andam turistas aos montes... :D






Forte de São Clemente, imponente sobre o estuário, actualmente uma unidade hoteleira que a meu ver o descaracterizou.













Vila aconchegante quando se passeia pelas ruas do centro histórico. Vila de certa forma despida de interesse quando nos afastamos do centro. É a construção desenfreada de habitação para férias numa vila de turismo de verão. A pacatez e a calma desaparecem para dar lugar a um frenesim de gente em lojas, restaurantes e cafés, basicamente abertos para turista usufruir.
Caminhar pela areia começando no estuário, passando a linha invisível que separa rio e mar, continuar pela praia fustigada por rajadas de vento e mar inquieto, leva-nos a esqueçer a confusão lá em cima. É bonito demais. E na outra margem... há arribas e escarpas, ambiente selvagem que vale a pena espreitar e sentir, há prainhas perdidas quase desertas onde apetece ficar. Só nós, o areal, o mar, o sol...

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Panacotta de Iogurte Grego

Numa ida às compras, por engano, trouxe iogurte grego em vez de iogurte natural. Ainda gastei dois copos. Cá em casa temos usado a iogurteira frequentemente e os iogurtes ficam excelentes. Mas a consistência usando o iogurte grego, era mais parecida a natas batidas do que a iogurte normal, bom sem dúvida, tipo sobremesa. Decidi então usar o restante iogurte grego numa verdadeira sobremesa...
Pesquisei e encontrei neste blog, exactamente o que queria...





Não fiz alterações à receita original. A única diferença é que em vez de compota de frutos silvestres, usei a compota de ameixa feita à uns tempos atrás. Muito sinceramente, este tipo de sobremesa fica bem com qualquer tipo de compota ou doce... (isto é uma gulosa a falar) ;)

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Vila Morena

Grândola, conhecida como Vila Morena graças à canção composta e cantada por Zeca Afonso, que foi utilizada pelo movimento das forças armadas como senha para a revolução do 25 de Abril. A memória desse tempo continua marcada na vila, em praças, memoriais e monumentos à liberdade e a Zeca Afonso.













Vila típicamente alentejana onde tudo corre devagar, devagarinho, parado. Onde é um drama pedir indicações, porque a explicação é quase imperceptível... (ahhh a menina vira ali à frente pra cima, desce a rua a seguir e depois vira pra baixo, segue em frente e continua... é já ali). :D
Para quem está habituado aos stresses da cidade, é estranho. Tem de se trazer à memória a palavra "paciência" e em doses industriais, seja nas ruas, nos cafés ou nos serviços públicos! Mas é sem dúvida uma gente muito simpática e generosa.

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Cenouras

Umas com aspecto normal, outras esculpidas pela natureza, todas igualmente saborosas. Com elas, fez-se doce de cenoura...



O queijinho fresco foi feito cá em casa, na iogurteira. Acompanhado pelo docinho, numa fatia de pão alentejano... nhammm...

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Insectos

Morar no campo é sinónimo de conviver com milhentos insectos de todas as cores e feitios, dos mais comuns aos mais estranhos, dos inofensivos aos que usam um ferrão...
Apesar de pôr repelente, estou constantemente a ser picada por mosquitos, melgas e vespas... As moscas são uma praga, chatas e irritantes, dentro e fora de casa. E depois há aqueles, que seguem com a sua vida, sem incomodarem. :)







O ecossistema é de todos, há espaço para todos, menos para as moscas! Essas têm morte anunciada... hehehe



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Sai uma saladinha...

Finalmente, a salada do jantar de ontem foi feita só com produtos da horta... :D
Alface, pepino e o tão esperado tomate...

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Compota de ameixa

Com dois baldes cheios de ameixas em processo de maturação demasiado rápido, era urgente fazer qualquer coisa com elas para que não fossem direitinhas ás galinhas. Nada melhor do que fazer doce, pois claro.
Este livro tem receitas fantásticas e muitas sugestões úteis. Já tinha experimentado Coalhada de Laranja e ficou simplesmente divinal. Foi a vez de procurar algo com ameixas... doce, compota, conserva, chutney... Escolhi compota. :D





Saiu com este aspecto. O sabor? Ácido, porque não tirei a pele às ameixas. Mas um tipo de ácido muito agradável ás palilas gustativas e que contrasta com o adocicado normal.





Rendeu uma quantidade enorme de frascos e frasquinhos. Vai dar para o ano inteiro... ou talvez não... ;)

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